O chocolate que escraviza crianças… e você que patrocina!

7 marcas famosas de chocolate utilizam trabalho escravo infantil para sua fabricação. Você pode ajudar a combater esse crime!

Notícias – 16 de fevereiro de 2016

Em setembro de 2015, foi apresentada uma ação judicial contra 8 empresas (entre elas a Hershey’s, a Nestlé e a Kraft) com alegações de que estavam enganando os consumidores, ao usá-los indiretamente no financiamento de trabalho escravo infantil na África Ocidental, na indústria do chocolate.

Crianças entre os 11 e os 16 anos (por vezes até mais novas) são fechadas em plantações isoladas, onde trabalham de 80 a 100 horas por semana. O documentário Slavery: A Global Investigation (Escravidão: Uma Investigação Global) entrevistou crianças que foram libertadas, que contaram que frequentemente lhes davam murros e batiam com cintos e chicotes. “Os espancamentos eram uma parte da minha vida”, contou Aly Diabate, uma das crianças libertadas. “Sempre que te carregavam com sacos [de grãos de cacau] e caías enquanto os transportavas, ninguém te ajudava. Em vez disso, batiam-te e batiam-te até que te levantasses de novo.”

Outro documentário, o The Dark Side of Chocolate (O Lado Negro do Chocolate), também denuncia trabalho infantil em países produtores da África e envolve governos e indústrias do mundo todo, no debate da questão. O filme mostra que parte dos três milhões de toneladas derivados de cacau consumidos anualmente em escala planetária é produzida com o uso de trabalho infantil e tráfico de crianças, o que é negado por governos e empresas envolvidas no processo.

Tudo começa quando o premiado jornalista dinamarquês, Miki Mistrati, decide investigar os rumores de que por trás da indústria de chocolate estava o trabalho de crianças e em muitos casos, numa situação de escravidão. A busca começa numa feira de chocolate na Europa e se estende ao Mali, na África Ocidental, onde câmeras ocultas revelam o tráfico de crianças para as plantações de cacau da vizinha Costa do Marfim, que é o maior produtor mundial e responde por 42% da produção.

Base

Usando câmeras convencionais e ocultas, o repórter mostra que existem grupos contrabandeando crianças a partir de uma base em Zegova, do Mali para Costa do Marfim e revela que em 2001, foi assinado o Protocolo Harlkin Engel, com aval do congresso americano visando a criação de um sistema para certificar produtos de chocolate como livres de abusos como o trabalho infantil e a escravidão.

O projeto protocolo foi subscrito pela Cargill, Hershey’s, Nestlé, Barry Callebaut, Saf-Cacao e Mars, indústrias que assumiram o compromisso de erradicar totalmente o trabalho infantil no setor chocolateiro até 2008. Este prazo tem sido repetidamente adiado, sendo de momento a meta até 2020. Enquanto isto, o número de crianças que trabalham na indústria do cacau aumentou 51% entre 2009 e 2014, segundo um relatório de julho de 2015 da Universidade Tulane.

Estatística

Mike Mistrati revela que entre os países fornecedores de mão de obra infantil, e adolescentes na faixa dos 12 aos 15 anos estão o Mali, Bukina Faso e Níger. As estatísticas mostram ainda, que grupos contrários ao tráfico de crianças conseguiram resgatar 172 crianças em 2006, 140 em 2007, uma média de 150 crianças nos anos de 2008 e 2009.

O filme mostra entrevistas com crianças a caminho das plantações de cacau ou trabalhando em fazendas na colheita de cacau e no seu transporte para as bandeiras – montes onde os frutos são quebrados -, bem como depoimentos de traficantes, de autoridades e representantes do segmento industrial, que optaram por emitir uma nota conjunta dizendo que as empresas não têm nenhum controle do processo produtivo nos países de origem do cacau adquirido para posterior beneficiamento.

Uma outra revelação, é o caso do jornalista francês Guy André Kiffin, que teria desaparecido no continente africano ao investigar casos de corrupção e suborno envolvendo questões ligadas ao cacau ou mesmo ao tráfico de crianças.

Assista ao documentário Slavery: A Global Investigation

Assista ao documentário The Dark Side of Chocolate completo:

Assista a trechos do documentário, com legendas em português:

 

Fontes: Diversas (Jornal Agora, Pensador Anônimo, entre outras…)

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