IBOPE – Como é medida a Audiência

Quem nunca se pegou trocando de canal imaginando para qual emissora gostaria de dar audiência? Mas saiba que não é do seu televisor e nem da sua casa que vem a pontuação do Ibope!


Ano 1 – Revista nº 3 – Fevereiro 2010

Por: Claudia Giron Munck é Bacharel em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, Pós-Graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, especializada em Marketing e Mídias Digitais.

GNN - Tecno - IBOPE TituloQuem nunca se pegou trocando de canal imaginando para qual emissora gostaria de dar audiência?

Mas saiba que não é do seu televisor e nem da sua casa que vem a pontuação!

Ao contrário do que muitos pensam, o medidor de audiência não está embutido nas televisões. Ele é um aparelho chamado Peoplemeter (medidor de pessoas), que se assemelha a um decodificador de TV a Cabo e possui um sistema que identifica em qual canal a TV está sintonizada, o horário, quando foi ligada e desligada, quanto tempo permaneceu em cada canal e quem é a pessoa que está assistindo. Essas informações são enviadas para a central do IBOPE, que gera relatórios a partir dos dados colhidos.

Aposto que você está se perguntando como ele consegue saber tudo isso.

O IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) faz um cálculo de amostragem e seleciona casas que tenham um perfil que represente os tipos de famílias brasileiras. Essas famílias são convidadas a participar da pesquisa e, as que aceitam, recebem um técnico que instala o Peoplemeter na casa. No controle remoto, cada pessoa tem um botão que vai identificar quem está trocando o canal naquele momento. Por exemplo, a mãe foi cadastrada no botão número 1. Então, todas as vezes que ela for assistir TV deverá apertar o número 1 e o sistema entenderá que é ela quem está mudando de canal.

Com base nessas amostras, eles calculam estatisticamente a audiência do Brasil inteiro. Ou seja, somente as casas que são escolhidas nessa amostra é que registram os pontos de audiência.

Você deve achar estranho, né? Afinal, nunca conheceu ninguém que tivesse um Peoplemeter em casa. Isso é porque faz parte do contrato não divulgar a ninguém que estão participando da pesquisa, para que os veículos de comunicação não influenciem os resultados, pois as pessoas não são remuneradas por essa colaboração.

É assim em todos os lugares?

Apenas o Brasil, a Argentina e o Chile possuem a medição em tempo real e, ainda assim, São Paulo é a única capital brasileira com essa tecnologia porque transmite os dados por ondas de celular. Nas outras localidades, os resultados são recolhidos através do sistema de telefonia a cabo, e os resultados processados e enviados no dia seguinte.

O IBOPE é a única empresa que atua dessa forma e está presente nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Florianópolis, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza e Vitória.

Como a audiência era medida antigamente?

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A pesquisa de audiência começou na década de 1950 e, antes da tecnologia do Peoplemeter, o IBOPE visitava as casas e perguntava para as pessoas que canal elas estavam assistindo naquele momento. Foi somente no final da década de 1960 que os primeiros aparelhos de medição foram instalados, começando pela cidade São Paulo.

E não pense que esse é um método arcaico. O próprio IBOPE ainda utiliza um técnica chamada de Caderno. Nesse caso, os indivíduos preenchem um formulário indicando os programas que assistiu durante o dia e o IBOPE recolhe esses questionários a cada duas semanas. Porém, o Caderno de hoje é computado através de leitura ótica e as informações enviadas para o banco de dados.

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Afinal, o que é isso? Você é conhecido como consumidor multiplataforma. Trabalhar no computador, ouvindo rádio e falando ao celular. Sem contar as inúmeras revistas que estão sempre à mão e as notícias que chegam por meio do jornal impresso, da internet e da TV. Esta é uma realidade comum ao cotidiano dos brasileiros. Três séculos se passaram desde o surgimento dos primeiros jornais e revistas, e os meios de comunicação vêm se acumulando em vez de serem substituídos. O século 21 é pautado não só por várias plataformas e novas formas de comunicação, como também por muita informação e atitude participativa. Agora, o consumidor tem oportunidade não só de absorver, mas também de elaborar e disseminar informação. A tecnologia coloca as informações ao nosso alcance com muita facilidade. Qualidade fica sendo o fator determinante para a informação de nossos dias.

Assim não pense duas em rejeitar aquilo que não presta. Traição, violência e vulgaridade são temas muito presentes nas programações e nós temos tendência a sermos semelhantes ao meio em que convivemos. A decisão de não armazenar coisas inúteis na mente é sua.

Quando não encontrar nada de bom, desligue a TV, vá “bater papo” com amigos, ouvir música, ler um bom livro. Para as corporações que dominam a mídia, você sempre será apenas um número que determinará tendências e comportamentos. Lembre-se que tempo não se recupera e nós não sabemos o que vai acontecer amanhã e não há ninguém que possa nos contar. Assim, fique bem ligado, mas só naquilo que realmente vale a pena!!!

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