Marcha da Maconha

É isso mesmo que você leu. A Marcha da Maconha teve a adesão de 20 cidades brasileiras em 2011 e, nesse ano, quer arrecadar R$ 15.000,00 para sua divulgação e realização. O movimento se diz autônomo e sem lideranças, será?


Notícias 37 – 21 de março de 2012

É isso mesmo que você leu. A Marcha da Maconha teve a adesão de 20 cidades brasileiras (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Niterói, Curitiba, Patos (PB), Salvador, São Paulo, Aracaju, Atibaia, Jundiaí, Natal, Brasília, ABC Diadema, João Pessoa, Blumenau, Guarulhos, Juiz de Fora, Goiânia e Florianópolis) em 2011 e, nesse ano, quer arrecadar R$ 15.000,00 para sua divulgação e realização. O movimento se diz autônomo e sem lideranças, será?

Bom, é que o Brasil não tem muitos problemas pelos quais o cidadão deva se preocupar, não há corrupção ou injustiças pelas quais devamos nos manifestar, então a população resolveu “liberar geral”.

Há dois sites especializados (um do próprio movimento, que integra também um blog) e outro para a arrecadação de “doações” para quem quer contribuir com a causa. O blog e o site oficial se dedicam a debater o tema da legalização da Maconha no país.

Mais que isso, o movimento ganhou espaço na Sala dos Estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP) para um debate sobre o Supremo Tribunal Federal e a discriminalização das drogas.

Agora, é absurdo pensar que com tantos problemas com cigarro e álcool entre jovens, acidentes, mortes, doenças, dependências (sem contar o tão famoso problema da cracolândia em São Paulo, por exemplo) que a população quer, além de se mobilizar, investir para liberar mais drogas que, sabe-se muito bem, é viciante e destrutiva.

Gente, vamos investir nossos recursos físicos e financeiros em educação? Que tal? Alivia as dores da ignorância, propicia uma valorização intelectual e social, aumenta a qualidade de vida e, em vez de matar, salva muita gente!

E você, vai apoiar qual opinião?

20 comentários em “Marcha da Maconha

  • 11/04/2012 em 18:19
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    Acho que ao levantar o assunto todos se manisfestam.Uns a favor e outros contra.
    A poucos dias uma juiza e a procuradora da cidade onde moro procuraram ajuda de uma equipe que cuida de restauração de vida.Elas disseram que diariamente prendem usuários de maconha que para sustentar o vicio roubam.Os pais são chamados e a resposta deles é que o filho só usa no quintal !!!! Além do uso e do roubo agora temos meninas de 12 anos grávidas.Fica legal assim.Todos usam droga e c população vai crescendo

  • 11/04/2012 em 18:11
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    Droga ????
    O nome já diz.
    É uma droga.
    Quem entra nessa roubada fica rooubado de tudo.

  • 09/04/2012 em 11:27
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    Que redação para justificar um vício. Uma sábia compilação de informações mas com um foco fora da nossa realidade…

    Alguns pontos que precisamos olhar mais atentamente:

    1. Entao o governo americano proibiu simplesmente por que gostaria de sacanear um grupo e aumentar a indústria de tecidos sintéticos?

    2. Mas enfim então ela é tóxica ainda que pouco?
    Então está dizendo que você comeria um prato de feijão em que tivesse caído só um fio de cabelo da cozinheira?

    Ou melhor, você tomaria um simples copo de água que tivesse apenas uma gota de esgoto misturada? Mas o Efeito é pequeno, foi só uma gota e a sede é muito grande…

    Se não toma veneno porque em sã consciência usaria maconha?

    3. Então ela também vicia, mesmo que menos que o cigarro ou bebidas?

    Mas já que vicia menos e causa menos danos, então vamos liberar mais essa ainda? Não deveríamos proibir essas outras também?

    4. A questão não é o auto-dano, mas o dano ao próximo. O cara bebe e sai dirigindo e mata uma familia. Da mesma forma o cara fuma, fica agressivo, ataca alguém, atropela e poe a culpa na maconha. Se não resolvemos o problema do alcool que é legalizado e temos tantos problemas no trânsito, por exemplo, então porque liberar mais uma droga?

    5. O Argumento do custo policial é até infantil. Deixar de combater a maconha não vai baixar custo algum. Ainda temos outras centenas de drogas sintéticas. Deveríamos é combater outras tantas como foi argumentado, tais como alcool e tabaco.

    6. Deveríamos é investir dinheiro para educar com qualidade. A droga sempre é uma fuga da realidade, uma tentativa de se sentir livre, inspirado, criativo.
    Qual outro motivo não clínico levaria alguém a sair da realidade, a não ser que esta aqui não seja melhor do que uma ilusão. Se o cara prefere viver no mundo da fantasia com anões cor de rosa, não precisa de canabis, mas assistência médica.

    Pergunta que ninguem ainda respondeu:
    a. Porque tantos jovens usam drogas?
    b. Porque para ser criativo precisamos de sair do nosso consciente natural?
    c. Precisamos de estímulos que não nos permitem agir com 100% dos sentidos, mas usa 140% em um sentido e deixa o outro com 60% de atividade?
    d. a realidade é tão ruim assim? o que podemos fazer de prático para melhorar? usar drogas ainda é fuga.

    7. Por fim, como citado, devemos combater a fábrica de corruptos. E deixar o povo alienado e sem cultura, pobre de espírito, que vende seu voto por uma cesta básica ou por uma promessa de emprego fumar maconha a vontade e se alienar mais. Conseguimos ser mais criativos que o império Romano: Pão, circo e alegria (ainda que momentânea), mas se acabar, vai na padaria e compra mais. Afinal lá tem tem o pão, a bebida e agora a canabis. Isso chama-se capitalismo: Eu tenho, vou e compro o que quero e ninguém me impede, ainda que isso seja burrice ou me faça mal.

    Pobre mente humana…

  • 08/04/2012 em 0:46
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    É absurdo analisar um assunto observando o mesmo com olhos cobertos por preconceito…

    Veja o assunto por mais ângulos, por exemplo:
    A maconha é o maior tabu criado no século XX. Após a era vitoriana (1837-1901), com forte predomínio dos tabus sexuais, a repressão social do prazer deslocou-se dos genitais para a mente. Drogas cujo uso havia sido permitido, ou ao menos tolerado durante a maior parte da história da humanidade, passaram a ser combatidas com veemência durante o século XX.
    A primeira grande iniciativa de combate às drogas se deu com a Lei Seca estadunidense que, entre 1920 e 1933, proibiu a comercialização de bebidas alcoólicas. Nesta época, ainda se podia fumar maconha legalmente nos EUA, mas a cerveja e outras bebidas estavam proibidas. A medida não impediu que as pessoas continuassem bebendo, mas alterou seus hábitos de consumo. Os destilados eram mais fáceis de serem produzidos clandestinamente e eram consumidos na forma de coquetéis, pois dissimulavam a baixa qualidade das bebidas que, muitas vezes, continham alvejantes, solventes e formol na sua fórmula. Com isso, longe de resguardar a saúde dos estadunidenses, a Lei Seca acabou por agravar o problema, já que não havia qualquer controle estatal da qualidade das bebidas. A pior consequência da lei, porém, foi o advento dos gângsters que, tal como os traficantes de drogas de hoje em dia, matavam e praticavam inúmeros outros crimes graves para levar as bebidas alcoólicas à mesa dos consumidores da época.
    A criminalização do álcool revelou-se um desastre. Não foi capaz de acabar com o alcoolismo, impediu o uso casual e responsável da bebida e, ainda por cima, fortaleceu como nunca a atuação dos criminosos. Quando, em 1933, a 21ª Emenda Constitucional dos EUA revogou a Lei Seca, os estadunidenses pareciam ter aprendido a lição de que criminalizar uma droga é a pior maneira de se tratar um problema de saúde pública. Não tardaria, porém, para que a maconha substituísse o álcool como o tabu número um daquele país.
    Durante os anos da Lei Seca, a maconha cresceu em popularidade nos EUA. O uso da droga, até então restrito principalmente aos imigrantes mexicanos, tornou-se uma popular alternativa aos efeitos do álcool, que era então proibido. Com a sua popularização, surgiram os primeiros boatos de que a maconha instigava ao crime e à promiscuidade sexual, e o proibicionismo acabou ganhando força. Paralelamente ao interesse moralista de banir a maconha, havia também o interesse econômico da indústria de tecidos sintéticos, pois disputava o mercado com o cânhamo. Foi assim que, apenas quatro anos depois da revogação da Lei Seca, os EUA aprovaram a Lei Fiscal da Maconha (Marijuana Tax Act of 1937) que, na prática, impedia o uso da cannabis no país.
    No Brasil, a maconha já havia sido incluída no rol das substâncias proibidas pelo Decreto 20.930 de 11 de janeiro de 1932, estimulado por um preconceito racial contra seus principais usuários: os negros. Em 1961, a ONU aprovou a Convenção Única sobre Estupefacientes e, por influência dos EUA, a maconha

  • 08/04/2012 em 0:46
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    foi incluída no rol das drogas proscritas. Em 1964, Castello Branco promulgou o tratado no Brasil e a maconha passou definitivamente a ser combatida pela ditadura militar.
    Na década de 1970 a repressão à maconha ganhou mais força nos EUA, quando o então presidente Richard Nixon declarou “guerra às drogas” e criou o Drug Enforcement Administration (DEA), órgão da polícia federal estadunidense responsável pela repressão e controle das drogas. A política repressiva estadunidense impôs a cooperação internacional em sua “guerra às drogas” e serviu de pretexto também para uma ingerência nos assuntos internos dos países aliados. A partir daí, a erva passou a ser usada rotineiramente como subterfúgio para a intervenção das grandes potências nos assuntos internos de países soberanos, a título de cooperação no combate ao crime.
    A ciência sobre a maconha

    A cannabis sativa é uma droga psicoativa que tem como princípio ativo o THC (Tetraidrocanabinol). Normalmente é fumada e sua absorção se dá pelos pulmões, mas também pode ser ingerida, o que se faz normalmente por meio de bolos e doces, já que a droga é lipossolúvel.
    Antonio Escohotado, em seu livro Historia General de las Drogas, descreve os efeitos psicoativos da maconha como um aumento da percepção sensorial: muitos detalhes de imagens passam a ser percebidos, aumenta-se a sensibilidade musical, aguça-se o paladar e o olfato, e o tato torna-se mais sensível a variações sensoriais, como, por exemplo, entre calor e frio. Esta intensificação dos sentidos permite que pensamentos e emoções aflorem das formas mais variadas, desde risos espontâneos até tristezas profundas. A maconha também é utilizada nas relações sexuais para apurar as sensações, ainda que não se trate propriamente de um afrodisíaco.
    Entre os efeitos secundários habituais estão a secura da boca, o aumento do apetite (larica), a dilatação dos brônquios, leve sonolência e moderada analgesia. Os efeitos começam poucos minutos depois de fumar e alcançam seu ápice após meia hora, cessando normalmente entre uma e duas horas depois.
    A maconha é considerada pela maioria dos especialistas como uma droga menos tóxica e que provoca menos dependência que o álcool e o tabaco. Em uma das mais importantes pesquisas comparativas entre drogas psicotrópicas já realizadas, publicada na prestigiosa revista médica The Lancet em março de 2007, um grupo de destacados especialistas atribuiu notas de 1 a 3 aos malefícios provocados pelas drogas. A toxidade da maconha recebeu nota 0,99, inferior às do álcool (1,40) e do tabaco (1,24) e muito distante de drogas pesadas como heroína (2,78) e cocaína (2,33). Também em relação à dependência, a maconha se mostrou menos prejudicial que outras drogas, recebendo nota 1,51, abaixo das do álcool (1,93) e do tabaco (2,21) e bem menor que das drogas pesadas como heroína (3,00) e cocaína (2,39).

  • 08/04/2012 em 0:45
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    A toxidade aguda (aquela produzida por uma única dose) da maconha é desprezível e não há registros de pessoas que tenham morrido por overdose de maconha ou cuja saúde tenha sofrido algum dano devido ao uso esporádico da erva. A toxidade crônica (aquela proporcionada pela exposição contínua à droga) é significativa, mas inferior aos danos causados pelo tabaco e pelo álcool. Sabe-se que a diferença entre um cigarro de nicotina e o de maconha é basicamente o princípio ativo. Assim, é bastante provável que o uso contínuo de maconha aumente as chances de se desenvolver câncer, principalmente porque muitos dos usuários da cannabis não utilizam qualquer tipo de filtro. É sabido também que o uso da maconha prejudica a memória de curto prazo, mas estes efeitos normalmente desaparecem quando se cessa o uso. Não há indícios de que a droga provoque danos cerebrais permanentes, e as pesquisas mais recentes já demonstraram ser falso o popular discurso de que “maconha queima neurônios”.
    A dependência causada pela maconha também é inferior às provocadas pelo álcool e pelo cigarro. O usuário pode desenvolver tolerância à maconha e precisar utilizar cada vez maior quantidade da droga para produzir o mesmo efeito psicoativo, mas após uma interrupção do seu uso por alguns dias, a tolerância desaparece.
    A erva possui também efeitos terapêuticos que vêm sendo descobertos por inúmeros pesquisadores, especialmente no tratamento das náuseas provocadas pela quimioterapia e no tratamento da dependência de crack e cocaína. Infelizmente, em virtude da proibição da droga, as pesquisas científicas são bastante dificultadas, o que inviabiliza o desenvolvimento de remédios à base de maconha.
    A criminalização de um tabu

    Há uma visível incongruência em se criminalizar a cannabis e permitir a comercialização de bebidas alcoólicas e cigarros de nicotina. A ciência tem provado a cada dia que a maconha é uma droga muito menos tóxica e que gera menor dependência que as drogas legalizadas. Não obstante tais constatações, permanece o tabu, na maioria das vezes por completa ignorância científica – ou pior – por falta de coragem política de quem legisla para desafiar o senso comum e iniciar um debate sério sobre a legalização da cannabis.
    Segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional, em 2009, mais de 78 mil presos cumpriam pena no Brasil por conta de crimes envolvendo drogas ilícitas. O número equivale a 20% do total da nossa população carcerária. Como a maconha é a droga ilícita mais popular no Brasil, boa parte destes presos está condenada por comercializar uma droga que é menos danosa que o álcool e o tabaco. Enquanto isto, a Ambev e a Souza Cruz faturam fortunas e seus diretores são respeitados como empresários de sucesso. Um tratamento absolutamente desigual que agride qualquer senso de proporcionalidade.
    Há um princípio fundamental do Direito Penal que impede que condutas sejam criminalizadas simplesmente por questões morais. Crimes só podem existir em

  • 08/04/2012 em 0:45
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    um Estado Democrático de Direito para evitar condutas que lesem ou coloquem em risco interesses jurídicos de terceiros. Não se pode punir alguém por uma auto-lesão. O uso da maconha por pessoas maiores e capazes não lesa mais que a própria saúde. E o vendedor da maconha, assim como o vendedor de cigarros e de bebidas alcoólicas, nada mais é que um comerciante que atende à demanda pelo produto.
    A legalização da maconha não é de interesse somente dos seus usuários e comerciantes, mas de todos aqueles que não veem sentido em investir dinheiro público em um aparato policial e judiciário para coibir uma droga menos danosa que outras legalizadas. A ilegalidade sustenta parcela significativa dos traficantes brasileiros e, por consequência, boa parte da corrupção policial decorrente da existência destas quadrilhas. A legalização da cannabis não acabará, decerto, com o tráfico das drogas pesadas, mas reduzirá em muito a força das quadrilhas de traficantes que perderão grande parte de sua arrecadação com a venda da maconha.
    A repressão policial à maconha em menos de 80 anos já causou mais mortes e prejuízos do que o uso da erva jamais poderia ter causado em toda a história da humanidade. Desde a Inquisição e a caça às bruxas o Direito Penal não vinha sendo usado com tanta ignorância no combate a um inimigo tão imaginário. Já é hora de os moralistas admitirem que sua guerra contra a maconha é ainda mais tola do que foi sua guerra contra o álcool na década de 1920. A legalização da maconha é o único armistício possível nesta guerra que já derramou tanto sangue e lágrimas para sustentar um simples tabu.
    Ou seja, arrecadará receita para o governo, terá um processo de qualidade tal como na indústria do cigarro e do álcool, diminuirá a receita de traficantes, diminuirá o investimento bélico investido no combate ao trafico, alem de também combater policiais e políticos envolvidos com a erva.

    E sim, acredito que também deveríamos nos mobilizar para cobrar não somente por educação, mas também por saúde e segurança, mas principalmente para acabar com a corrupção e com a “fabrica” de milionários que é na verdade a política brasileira, cobrar por igualdade, por respeito, por melhor qualidade de vida da população. Enquanto ficarmos nos preocupando com problemas causados por preconceito ou tabu, não teremos “tempo” para nos preocupar com nossos reais problemas, que são na verdade uma população cega e pobre de espírito e cultura (diferente de estudo e educação), que vende seu voto por uma cesta básica ou por uma promessa de emprego.

  • 28/03/2012 em 10:07
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    – O movimento de descriminalização da maconha no Brasil tem sido confundido e levado a apologia em favor das drogas.

    – Não basta apenas descriminalizar. É necessário existir um plano de educação e outras medidas complementares para que essa política funcione. – Bom, e nós não acreditamos que isso seja levado a sério no Brasil. Até agora só se defende a descriminalização, mas as políticas públicas educacionais e outros planos de ação complementares não estão caminhando juntos.

    – O sociólogo e ex-presidente não defende o uso de drogas. A bandeira que ele levanta é que as drogas e suas influências na sociedade brasileira devem ser estudadas para que se pense em políticas que auxiliem para diminuir esse uso e seus impactos.

    – Na Holanda a maconha é regularizada, não legalizada. Como o próprio Fernando Henrique reconheceu. Não se pode utilizar maconha indiscriminadamente e muito menos nas ruas. Existem cafés específicos, onde o uso é controlado. – Portanto, não é uma anarquia como se fez parecer nos comentários.

    E para que esse diálogo não fique limitado, vamos pontuar outras cosmovisões:

    – Em Portugal, o usuário de maconha não vai preso, mas cumpre a pena de prestar serviços sociais e tem que se submeter a tratamento médico. – O que é diferente de simplesmente “descriminalizar” ou “liberar”, como a maioria defende.

    – Na lista médica, a maconha ocupa o 11º lugar das drogas mais perigosas.

    – Muita gente argumenta que a maconha é menos nociva que o álcool e o cigarro. – Bom, e quem disse que somos a favor dos outros dois?

    – A maconha é a porta de entrada para outras drogas mais pesadas.

    – Médicos especialistas em tratar dependentes químicos (o que é bem diferente de sociólogos que trabalham com teorias), afirmam que essa é uma droga perigosa e que ela não deve ser “legalizada”, mas ter um plano de tratamento e de prevenção para diminuir os usuários. E que a sua liberação aumentaria o uso.

    O fato de descriminalizar a maconha não vai acabar com o tráfico e a violência no Brasil. Primeiro porque existem diversas outras drogas e depois porque, se a ideia é regularizar (e não legalizar), o tráfico vai continuar acontecendo. Ora, se o governo não consegue controlar nem a venda de bebida alcoólica para menores, vai conseguir controlar o uso da maconha? E, por outro lado, a legalização sem regulamentação, vira anarquia. Tanto que nem a tal Holanda, tão super ilimitada, não permite isso.

    Por todos esses motivos, e muitos outros, vamos continuar defendendo a proibição da maconha e a valorização da vida. Porque infeliz é uma pessoa presa em vícios. Infeliz é uma família destruída pelas drogas. Infeliz são os cidadãos que trabalham todos os dias e são roubados por alguém que não consegue sustentar seu vício (seja ele legalizado ou não), ou até morrem nesses roubos. E também são infelizes os que estão jogados nas ruas bêbados ou drogados. Quem luta para recuperar sua dignidade depois de chegar ao fundo do poço. Infelizes são as pessoas que perdem familiares queridos nessa batalha. Todos esse sim, são infelizes.

    Esperamos que você possa contribuir com nossa revista mais vezes expressando sua opinião. Afinal, esse espaço é do leitor!

    Um abraço,

  • 28/03/2012 em 10:07
    Permalink

    Caro Leitor Fernando,

    Agradecemos sua participação!

    Esse é um canal aberto para privilegiar o diálogo.

    Por isso, em primeiro lugar, gostaríamos que os comentários fossem feitos com respeito, principalmente com os leitores, pois um debate só é válido quando há argumentos, não quando há ofensas.

    Sobre a matéria, de fato ela não é e nem teve a pretensão de ser jornalística. A notícia, simples e puramente, pode ser lida em qualquer jornal ou nos grandes portais da Internet. Essa matéria foi concebida com o intuito de expressar que somos contra a liberação da maconha no Brasil, ainda que para alguns isso pareça infeliz.

    Obtuso e limitado é pensar que a simples sobreposição de uma política pública utilizada em um país de primeiro mundo, vai resolver os problemas de um país de terceiro. E essa análise é feita não baseada em preconceito, porque somos brasileiros e patriotas, mas em realidades diferenciadas.

    Sim, nós conhecemos pessoalmente várias cidades europeias e o tal manifesto do ex-presidente Fernando Henrique, assim como o documentário e as diversas matérias feitas pelos tão aclamados jornais. Inclusive, uma vez que se acompanha os sérios jornais, sabe-se que o próprio ex-presidente também deu declarações dizendo que:

  • 27/03/2012 em 17:15
    Permalink

    Olá amigos, tudo bem?

    Graças a um manifesto simples que postei no link (MACHADO SAUDADE E NOSTALGIA) no Facebook, sobre o descaso e a degradação arquitetônica do CASARÃO DA FAMÍLIA BAÉ, uma residência construída em Machado (MG), em 1910, muitas pessoas publicaram seus protestos e insatisfação contra a destruição desse patrimônio municipal.
    Entre os que manifestaram estão o ex-vereador e advogado Fabiano Signoretti Leite ( mais conhecido como Godão). Quando vereador ele havia criado um projeto para a preservação deste patrimônio, contudo, o ex-prefeito – na época – não o sancionou.
    Fabiano Signoretti teve uma audiência com a Promotora, a qual de imediato entrou de uma ação contra o municio e seus atuais proprietários.
    Espero que vocês possam vir à nossa cidade cobrir uma matéria que poderá servir como “gancho” sobre o descaso do patrimônio cultural e histórico do país.
    Por favor entrem em contato com o Fabiano Signoretti Leite, com a Sra. Promotora (que atua no Forum Municipal) localizado na Praça Antônio Carlos e com Rosa (Diretora da Casa da Cultura de Machado) para mais detalhes, ok?

    Obs: caso queiram uma foto deste casarão eu enviarei por e-mail a vocês.

    Grande abraço a todos

    Carlos Roberto de Souza
    Machado-MG
    (35) 8833-9255
    ( 35) 3295-9211 / 9212 comercial após ás 14hs

  • 27/03/2012 em 15:10
    Permalink

    Gente limitada é quem usa drogas… nem pra ser feliz consegue sozinho…
    o Próprio Fernando Henrique se arrependeu dessa posição a favor da liberação… disse recentemente que os “maconheiros” entenderam tudo errado… não é só liberar mas tem toda uma ação da sociedade por trás… Também tenho pena de gente limitada. Só escutam o que querem.

    Não as drogas, inclusive as lícitas como alcool e cigarro.

  • 23/03/2012 em 13:53
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    Hahahahahaha.. ainda bem que eles não são mais presidentes…

  • 22/03/2012 em 18:20
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    Sugiro que vocês, donos des suas verdades absolutas, leiam o texto feito pelo sociólogo e nosso ex-presidente Fernando Henrique Cardoso junto com o ex-presidente dos EUA Bill Clinton sobre a liberação da maconha, mas talvez vocês próprios não tenham cultura suficiente para ler e entender um texto como esse.

    novamente: TENHO PENA DE GENTE LIMITADA

  • 22/03/2012 em 18:16
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    Desigualdade social em Amsterdã, no mínimo uma piada….
    Acho que o texto encaixa-se com o público que tem.

  • 22/03/2012 em 18:15
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    TENHO PENA DE GENTE LIMITADA

  • 22/03/2012 em 17:34
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    Você acha então que um traficante é bonzinho? Vives no Brasil?
    Que morre gente porque o tráfico é proibido?
    Se liberar então os traficantes vão acabar?

    Os caras só vão mudar de produto comercializado. De cocaina para alguma outra droga sintética que será inventada. E a população que vai poder comprar cocaína no supermercado cada vez mais alienada e sem respeito próprio. Drogas são destrutivas, e para as pessoas que não sabem se controlar tem que ser proibido mesmo (inclusive o alcool e o cigarro). Que progresso é esse onde quanto mais se tem cultura, inteligência e juizo mais se tenta destruir o corpo???

  • 22/03/2012 em 17:26
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    Infeliz é quem fuma Maconha…

    A grande questão é que, só morrem crianças e policiais no tráfico, porque existe alguém que consome a droga. Se ninguém consumisse, não teríamos problemas com pessoas drogadas nas ruas, nem com o que o tráfico gera.

    E, na verdade, toda essa discussão ridícula sobre liberar drogas vem de playboys que gastam o dinheiro do pai comprando drogas, atropelando pessoas e fazendo barbaridades por aí.

    Vocês estão é certos! NÃO ÀS DROGAS!!!

    Amsterdã não tem primeiro mundo nenhum, é cheio de prostituição e desigualdades sociais. Abre o olho, queridinho!!

  • 22/03/2012 em 17:22
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    Sobre a matéria, e o comentário infeliz feito acima contra o blog e o autor:

    1- o Blog é de excelente conteúdo. Os temas são informativos, científicos e visam ampliar a cultura em geral. Temos poucos com essa proposta…

    2- Me parece que o Blog não tem cunho jornalístico mas expressa uma opinião e tem cunho confessional. Alias, se quer jornal temos o Estadão e a Folha e ainda são manipulados pelos “ricos”.

    3- Toda e qualquer dicussão deve ser feita de forma educada e no âmbito da dicussão de idéias não das pessoas ou suas qualidades.

    4- O Brasil não é um país de primeiro mundo, e sua população tão pouco tem condições de viver algo parecido ou ao mesmo de cobrar atitudes parecidas. Não temos educação nem cultura, muito menos história. Por exemplo você saberia me dizer quem foi a pessoa que deu nome a rua onde mora? Ou ao seu bairro? Ainda que responda corretamente, será que essa é a realidade da população? Somos um povo educado ou totalmente egoísta e egocêntrico?

    5- É fato que desde muito tempo a Europa e suas políticas/conceitos tem a cada ano piorado em termos da relação familiar, principalmente na Holanda. Familias destruídas, conceitos distorcidos. Tudo lá é para ser vivido no momento, tudo em nome do prazer e da satisfação. A cabeça dos sábios, instruídos e cultos europeus ou holandeses entendem viver a liberdade de expressão, e o clímax do desenvolvimento cultural do homem que vive um culto a si mesmo. Só a história para provar que esse é o início da queda. Vejamos outras culturas antigas e o momento de declínio das mesmas, sejam gregos, romanos, etc. A soberba precede a queda.

    Enquanto eles caminham para um abismo, por outro lado, aqui estamos tentando sair do poço sem fundo.

    Será que é esse o país que queremos? Casamento Gay liberado, prostituição legalmente permitida, maconha como droga lícita. Que tipo de país estão construindo? Se lá permanecem com alguma identidade ou aparência de primeiro mundo, é porque tem história. Em um País onde temos políticos corruptos ao extremo, alienação geral, BBB na 12º edição, grandes diferenças socio-econômicas, falta de ensino de qualidade, saúde comprometida, o que daria misturar ainda liberação das drogas, do casamento gay e prostituição? O que restaria nesse país?

    6- o autor do comentário acima foi infeliz em desqualificar o autor. Se acha de baixa qualidade, tem por exemplo o direito de não ler. Mas pode e deve debater idéias e provar que existe uma visão distorcida atráves de fatos. Perdeste a oportunidade de ficar quieto, ou de provar que sendo brasileiro sabe agir melhor que um europeu que se acha dono da verdade a querer impôr através da desqualificação de quem discorda.

    7- e último (a todos), para de fumar maconha, isso afeta seu cérebro, se já não afetou….e se a holanda é tão boa, muda pra la e fume a vontade.

  • 22/03/2012 em 17:18
    Permalink

    Porque uma pessoa precisa fumar maconha ou usar álcool para ser feliz? Para ser livre?

    Porque existe a necessidade de se liberar algo que faz mal ao corpo? Isso é inteligência?

  • 22/03/2012 em 16:20
    Permalink

    Que texto infeliz. Seu autor esqueceu completamente o papel do jornalista, a imparcialidade. Além disso, demonstra uma visão no mínimo obtusa. Vamos quantificar quantas pessoas morrem por causa do tráfico, incluindo policiais, pessoas que nem são usuárias ou traficantes que morrem nessa guerra civíl que alimenta uma industria armamentista. Convido esse mesmo infeliz autor a conhecer Amsterdã. Uma cidade de primeiro mundo onde a violência é infinitamente menor que a brasileira e a tal erva do demônio é liberada. Triste saber que uma pessoa tão limitada trabalhe com jornalismo e comunicação, mas como ele próprio diz é pura falta de cultura e educação.

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