Mentir: pais e professores atentos

Quem acha que uma mentirinha não faz mal à ninguém, foi enganado. Mentir é um comportamento perigoso e pais e professores devem ficar atentos para intervir de forma correta.


Notícias – 09 de abril de 2015

200206769-001Quem acha que uma mentirinha não faz mal à ninguém, foi enganado. Mentir é um comportamento perigoso, além de feio, e pais e professores devem ficar atentos aos casos, para intervir de forma correta.

Estudiosos alegam que até os 6 ou 7 anos, é natural para as crianças contar histórias fantasiosas que podem parecer mentira para os adultos. Ter um amigo imaginário, por exemplo, é uma situação que pode ser encarada com naturalidade. Nesses casos, a criança ainda não conseguiu discernir a realidade do imaginário, mas não o faz com intenções premeditadas.

“É uma fase em que a criança fantasia e usa a criatividade para criar situações. Isso é normal e faz parte do desenvolvimento”, afirma a psicóloga Juliana Boff, coordenadora do ensino integral do Colégio Sion, em Curtiba (PR).

De acordo com a psicóloga clínica infantil Clarissa Ribeiro, ainda nessa fase, é importante pontuar para a criança o que é mentira e o que é verdade, ou seja, ensiná-la a distinguir o certo do errado. “O pai tem de entender que a criança tem seu mecanismo de defesa e precisa saber ouvir o outro lado. É preciso ter sempre atenção a isso e orientar que a verdade é mais importante”, complementa a psicopedagoga Cleide Barbosa Machado, diretora do Colégio Bom Jesus Nossa Senhora de Lourdes, em Curitiba.

É hora de agir!

A noção de realidade começa a destacar a partir dos 6 anos, fase em que “os amigos imaginários” e as histórias fantasiosas tendem a diminuir. Os pais devem estar bem atentos porque, desde os 6 meses, o bebê já é capaz de dissimular. Diferenciar fantasia infantil de mentiras praticadas com intuito é o papel da família. Principalmente após os 6 anos, é importante frisar a mentira para a criança e trazê-la para a realidade.

saude-mentir-pode-ser-doenca-456x238A ação pode ser trabalhada de forma conjunta entre escola e família, tanto na prevenção, quanto no combate às mentiras. Elas começam por medo de algo, quando a criança sente dificuldade de se desenvolver em alguma atividade, para evitar repressões (castigos) e, principalmente, por exemplos de comportamento. É isso mesmo! Muitas crianças desenvolvem o hábito por verem os adultos fazendo isso. Por exemplo, pedir para quem atendeu ao telefone dizer que você não está, irá gerar em seu filho um padrão de comportamento mentiroso: é lícito mentir quando preciso fazer algo que não quero.

Mesmo que inconscientemente, atitudes cotidianas aparentemente bobas podem despertar na criança o hábito de mentir.

Esse comportamento traz consequências graves para a personalidade da criança, pois afeta o senso de confiança entre ela seus relacionamentos sociais desde cedo. O maior risco está na dificuldade de diferenciar o certo do errado e em transformar a mentira como natural, para o resto da vida.

crianca-mentindo-26810Na escola…

O Dia da Mentira é bem famoso no mês de abril. Ao contrário de incentivar a prática, ainda que “de brincadeira” as escolas podem aproveitar a data para abordar questões sobre o tema e ensinar as crianças valores e princípios, onde a verdade deve prevalecer. Crie atividade que os leve a refletir sobre o assunto.

Uma ideia bacana pode ser utilizar personagens que possuíam um comportamento mentiroso e se deram mal por isso. Por exemplo, O Menino Maluquinho, Pinocchio e Pedro e o Lobo. É possível trazer essas referências para o mundo lúdico e mostrar para as crianças que mentir é um péssimo negócio!

Dicas para evitar que as crianças mintam:

– Ouça e dialogue com a criança, trazendo-a para a realidade sem grandes discursos;
– Ressalte a importância da verdade e explique o que é certo e o que é errado;
– Não minta para que o filho não encare isso como um padrão;
– Não incentive a mentira e não finja que acreditou na história contada;
– Mantenha contato com a escola para saber se o comportamento também ocorre em outros lugares;
– Tente entender os motivos e as razões que levam seu filho a mentir.

 

Fonte: UOL

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