Moto – Geração da Velocidade

A moto é um veículo de transporte usado para atender uma necessidade ou simplesmente um hobby, um esporte?


Ano 1 – Revista nº 2 – Maio 2009

Por: Newton Munck e Reinaldo U. Moraes

Tudo precisa ser rápido. O jovem de hoje é a geração da velocidade. Velocidade na informação com a Internet, da comunicação com o celular e na locomoção com a moto. Um veículo de transporte usado para atender uma necessidade ou simplesmente um hobby, um esporte?

Um buzinada estridente ou o ronco de um escapamento mais aberto vão definindo essas pessoas que usam o veículo, sinônimo de uma sociedade que tem pressa e anseia por viver alguma emoção.

Você vai conhecer um pouco desse universo, das máquinas, das pessoas, seus perigos, o prazer e a responsabilidade de quem usa essa máquina.

1. PILOTO? MOTOCICLISTA? MOTOQUEIRO?

Vento no rosto, a velocidade, a aventura, a sensação de liberdade se fundem com a emoção e até com a facilidade e a necessidade criando um personagem no mundo moderno: O MOTOCICLISTA. Palavra grande e feia. O motociclista americano é “biker” – bem melhor – e andar de moto lá é “to ride”. Não temos um termo forte para definir o motociclista, nem para o ato de andar de moto.

Poderíamos usar “pilotar”, o mesmo termo usado para voar ou dirigir carros de corrida. Mas, não somos pilotos, somo motociclistas. Tenta-se “Motoqueiros” – terrível. Na verdade falta palavra, ou verbo, em nosso vasto idioma Português.

Moto 2 - Avanco tecnologico

Com qual você se identifica?

Moto 3 - ModelosO Motoboy – Todos conhecem. Alguns são por opção, outros por necessidade de sobrevivência.

O Estradeiro – Motociclista de meia idade que usa a motocicleta, normalmente modelo “custom”, como forma de lazer em viagens de fins de semana.

O Praticante de Trail – É a rapaziada que coloca as motos no mato no fins de semana.

O Jaspion – Meio que pejorativamente, assim são chamados os caras de motos esportivas. Às vezes, passam por nós nas estradas voando baixo sobre carenagens coloridas e macacões combinando com as cores das motos. É relativamente difícil vê-los no trânsito pela dificuldade de pilotar estas máquinas entre os carros.

O Dono de Moto – São as pessoas, normalmente bem sucedidas na vida que, depois de uma certa idade e objetivos atingidos, resolvem comprar uma moto por realização de um sonho ou simplesmente por “status”. Normalmente não chegam a rodar 100 Km por mês.

O Carniceiro – aquele cara que vive reformando uma sucata (normalmente uma Harley-Davidson).

O que todos têm em comum é um certo grau de loucura, que teimam em desafiar as leis do equilíbrio e gravidade fazendo malabarismo de manter um veículo de duas rodas na vertical, às vezes, a mais de 250 Km/h. Coisa de louco!

Motocicleta solar

Com um visual futurista e exótico, a motocicleta movida a energia solar criada pela empresa espanhola Sun-Red é mais uma alternativa para a redução dos gases causadores do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global. O protótipo, premiado no 34º Salão Internacional do Automóvel de Barcelona, em junho de 2007, possui painéis solares que atingem uma área de 3,1 metros quadrados quando o veículo está parado. A energia captada, garante o fabricante, é suficiente para uma autonomia aproximada de 20 quilômetros a uma velocidade máxima de 50 Km/h.

O desenho impressiona, ficando entre o inovador e o bizarro – quando todas as placas solares estão expostas, a moto fica parecida com um tatuzinho de jardim. O painel solar retrátil, que supre de energia elétrica do motor da moto Sun-Red, só é acionado quando ela está parada. Um sistema computadorizado e um visor de LCD instalado no painel da moto dão ao piloto várias informações, como a energia ainda disponível nas baterias e a velocidade de deslocamento do veículo.

Tem brasileiro na área: Mas não são só os espanhois que já tem essa inovação tecnológica. Aqui no Brasil, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a empresa suíça Fiberware, já existe um protótipo movido a energia solar. A Mobilec, como é chamada pelos pesquisadores em Florianópolis, roda até 40 Km com as baterias carregadas sem emitir gases poluentes.

Nos EUA, os modelos custom (cruiser) elétrica também começam a aparecer. São muito feias ainda, mas são apenas protótipos.

Moto - Comer o chaoComprar o chão? Estou fora!

Muita gente não gosta de falar sobre acidentes. Para alguns, esse papo pode soar como desmancha-oazer. Para outros, é com falar de corde em casa de enforcado. Mas, vamos e venhamos: o que é pior? Aceitar uma conversa nua e crua ou tornar-se uma vítima da desinformação? Então, vamos colocar os pés no chão – apenas os pés.

Por incrível que pareça, poucas pessoas têm consciência das lesões que um acidente de moto pode provocar.

Eduardo Biavati, pesquisador do Centro de Pesquisas em Educação e Prevenção da Rede Sarah de Hospitais do Aparelho Locomotor, nos disse que o desconhecimento sobre as reais consequências de um acidente fica claro sempre que os funcionários conversam com os alunos nas palestras que fazem em escolas e também quando levam os jovens para conhecer os centros de reabilitação do hospital. Os visitantes ficam chocados ao descobrirem como são as sequelas.

O médico ortopedista do Corpo de Bombeiros, o capitão Aloísio Gonçalves de Souza Jr. usou conceitos de física para explicar que corpos em sentidos opostos somam suas velocidades. A uma elocidade de 56 Km/h, a pressão será superior a sete toneladas. Imagine um caminhão, “um Mercedão” passando em cima de você. Portanto, mesmo que você esteja com capacete, botas e macacão, imagine o que pode acontecer se cair do 3º ou 4º andar, pergunta ao médico cirurgião Max Carlos Braga Antão, motociclista apaixonado e ex-vítima de acidente de moto. O Dr. Max é taxativo: pense duas, três, quatro vezes antes de dizer que o sol está muito quente para você usar o equipamento! Capacete, jaqueta, botas e luvas não foram feitos para se usar só no frio. Para quem quer vento na pele e sol na cabeça, recomendo trocar a moto por um carro conversível!

O prazer de pilotar!

Bem, quer saber mesmo? O prazer de pilotar pode tornar-se ainda maior, desde que se aprenda a lição a tempo.

O que vale, aqui, é ajudar o motociclista a aprofundar o nível de consciência sobre os riscos à sua volta e os meios de se proteger. Vale até estimular sua capacidade de concentração e auto-controle naqueles momentos de excitação com o coice da cavalaria a um leve toque no “manete”. O que não vale é distanciar o motociclista do sagrado prazer de pilotar. Nem há motivos para tal. Afinal, a emoção de pilotar pode ser tanto maior e mais legítima quanto mais clara a conciência dos riscos e limites. Vrummmmm…

Segure sua vida!

Moto - Dicas

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