Pais homossexuais

Pesquisa discute se pais homossexuais podem garantir o mesmo padrão de educação para os filhos adotados. Qual a sua opinião?


Revista 11 – Março / Abril 2014

GN11Homossexualidade sempre causa perplexidade quando olhamos as características de relacionamento constituídas dentro do modelo socialmente convencionado como normal.

É importante deixar claro que homossexualidade não é um transtorno médico ou psiquiátrico, portanto, se não é uma doença física ou mental, nos restam duas outras possibilidades determinantes desse tipo de comportamento: ou trata-se de uma questão genética ou de consciente decisão.

Acreditar que se trata de uma determinação genética, proposta pelo geneticista Dean Hamer ao descobrir genes, designado por ele de GAY-1, onde a homossexualidade é colocada como consequência de uma variação genética, como teria perdurado ao longo do tempo se os indivíduos que carregam ‘esses genes’ não se reproduzem? “Trata-se de um paradoxo do ponto de vista evolucionário”.

Assim vamos limitando o campo das especulações e as respostas a essas questões dependem sempre de quem as dá e normalmente são tendenciosas. Aquele negócio onde cada um “puxa a brasa para a sua sardinha”. Pessoas podem nascer com grande tendência à homossexualidade, da mesma forma como algumas pessoas nascem com tendências à violência, à maldade, à bebida, ao fumo, às drogas. Se uma pessoa nasce com grande tendência à violência, isto faz com que seja certo que, então, ceda a esses desejos? Claro que não! O mesmo é verdade com relação à homossexualidade. Portanto, o comportamento sexual humano não é uma questão de opção, mas de definição e consciente decisão.

Fica claro, em todas as teorias apresentadas por cientistas, que o comportamento homossexual não tem uma explicação clara e definida, mas há consenso que um evento extraordinário se instala no ser humano seja na vida intra-uterina, seja fora dela. Poderíamos pensar esse evento extraordinário com a “rejeição”. Na maioria das vezes a pessoa acaba atribuindo a si a culpa pelo fato de não ter sido amada, e introjeta um sentimento de que não tem qualidades suficientes para merecer esse amor. Entendemos que a falta de amor gera necessidade de auto afirmação, mas não é saudável que essa falta gere comportamentos de relacionamentos que não vão preencher esse vazio interior e ainda contribuem para fomentar mais rejeição.

É fato que continua existindo uma campanha pró-homossexualidade. De forma sutil vamos encontrando noticias de apoio a um comportamento não natural que busca a auto afirmação de um amor natural que foi inexistente e que sem dúvida retrata um desvio psíquico e espiritual do ser humano. Após a recente aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo em alguns países que se dizem desenvolvidos, começa agora a discussão para a adoção de crianças por estes casais. Um tema polêmico e social para o qual os cientistas “novamente” já têm respostas.

Será que os casais homossexuais podem ser bons pais? Será que as crianças, quer tenham sido adotadas, concebidas com outro parceiro ou trazidas de relacionamentos anteriores, se adaptam e atingem o sucesso num mundo dominado pelas famílias tradicionais?

O sociólogo Michael Rosenfeld, da Universidade de Stanford, contraargumenta com fatos e números provenientes da maior base de dados norte-americana: o Censo.

No estudo, publicado em agosto de 2010 no Demography, Rosenfeld concluiu que as crianças criadas por casais do mesmo sexo têm o mesmo desenvolvimento educacional que os filhos de casais heterossexuais.

Sob a análise dos dados desde o Censo de 2000, o sociólogo conseguiu descobrir a taxa em que as crianças de qualquer tipo de família repetiam um ano durante o ensino elementar ou médio. De acordo com as conclusões, quase sete por cento das crianças educadas por casais heterossexuais repetiram um ano escolar contra 9,5 por cento das crianças que vivem com adultos homossexuais.

“Os dados do censo mostram que os casais homossexuais não são uma desvantagem para as crianças”, afirmou o autor. “Os rendimentos e a educação são os maiores indicadores de sucesso para a criança. A estrutura familiar é um determinante menor”.

Essa afirmação, pensamento, conclusão ou seja lá o que for é revestida de total falta de bom senso. Qualquer pessoa sabe que a estrutura familiar é preponderante na formação educacional de uma criança.

Em segundo lugar, desde quando é que a educação de uma criança tem a ver apenas com o seu aproveitamento escolar? Este estudo, por si só, não permite concluir coisa nenhuma.

E para completar, por um princípio estabelecido por Deus, uma criança é resultante de uma relação entre macho e fêmea. Será que isto não tem a ver com a necessidade de o ser humano receber amor de forma adequada e não apenas satisfazer uma paixão para se auto afirmar? É importante destacar que “paixão é um descontrole emocional, um curto-circuito nos neurônios, onde você não consegue equilibrar o racional”, segundo define o psicanalista Eliseu Ramos. Mas isso nós todos já sabíamos.

Índices de Desempenho

Crianças com pais em relacionamentos homossexuais experimentaram desvantagens quando comparadas com crianças criadas por pais biológicos.

GN11

Pais_homossexuais_familia_educacao_menino_separacao_04Um estudo realizado por Mark Regnerus publicado pela Social Science Journal buscou responder se as crianças com pais em relacionamentos homossexuais experimentaram desvantagens quando comparadas com crianças criadas por seus pais biológicos. A resposta, contra o zeitgeist (Palavra alemã que significa o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo) parece ser um retumbante sim. O estudo de Regnerus é um sucesso na medida em que responde à questão fundamental se crianças educadas por casais homossexuais são diferentes: está claro que sim, e não é preciso uma opinião conservadora para ver que “diferentes” significa, quase sempre, “pior”. É discutível, todavia, se isso é culpa das famílias homossexuais ou da instabilidade. De fato, a maior conclusão do relatório não é de que famílias homossexuais sejam negativas, mas mais uma afirmação de que famílias biológicas intactas são mais positivas. De modo simples, se você quer que seus filhos tenham uma vida melhor, você deveria tê-los dentro de
um matrimônio heterossexual e mantê-lo firme.

Um comentário em “Pais homossexuais

  • 08/11/2015 em 9:05
    Permalink

    Essa estatística é uma piada.
    Excetuando os poucos casos de barriga de aluguel, obviamente os filhos de pais homossexuais são adotados. Obviamente passaram por abrigos temporários onde possivelmente sofreram abuso sexual.

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