Como funciona o Sistema Cantareira

Muito se tem falado sobre escassez de água em SP, mas você sabe como funciona o sistema de abastecimento da Cantareira?


Notícias – 05 de novembro de 2014

Muito se tem falado sobre escassez de água em SP, mas você sabe como funciona o sistema de abastecimento da Cantareira? Conheça esse complexo fluxo para entender a crise.

Onde precisa chover

Embora seja muito bom para a umidade relativa do ar e para aliviar a poluição, chover na cidade de São Paulo não é motivo para comemoração, ao menos não por causa da falta de água.

As cidades que mantém os rios e represas que abastecem o sistema são: Bragança Paulista, Piracaia, Vargem, Joanópolis, Nazaré Paulista, Franco da Rocha, Mairiporã e Caieiras, no Estado de São Paulo, mais Camanducaia, Extrema, Itapeva e Sapucaí-Mirim, em Minas Gerais.

Como funciona

Considerado um dos maiores sistemas de abastecimento do mundo, o Cantareira foi criado para atender as demandas da Grande São Paulo. Apesar das críticas recentes por causa da seca, o sistema sempre teve padrão de qualidade acima do imposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Mantido pelos rios Jacareí e Jaguari o primeiro reservatório é do Bragança Paulista (22 mil litros/segundo), que é ligado ao do rio Cachoeira de Piracaia (5 mil litros/segundo). Depois vem o do rio Atibainha, em Nazaré Paulista (4 mil litros/segundo). E a última barragem, Engenheiro de Paiva Castro, é a de Mairiporã (2 mil litros/segundo).

A água corre por tubulações entre essas barragens até a Estação Elevatória Santa Inês, que fica na Serra da Cantareira e bombeia a água a 120 metros de altura para o Reservatório de Águas Claras e depois para a Estação de Tratamento de Água do Guaraú. Dali, segue também para a Estação Elevatória do Cadiriri, que fica no bairro da Mooca (São Paulo), para ser bombeada para a Zona Sul da cidade e para São Caetano do Sul.

Em números

O sistema é composto por 13 cidades, 5 represas, trata 33 mil litros de água “por segundo”. Ele é interligado por 48 km de túneis e serve 55% do Estado de São Paulo. Para tratar toda essa água, consome-se todos os dias de 80 a 100 toneladas de química.

O sistema todo está calculado em 2.279,5 Km². É a maior Estação de Tratamento de Água da América Latina e um dos maiores produtores de água do mundo. E é fato que a construção impactou todas as regiões social e ambientalmente, principalmente a da Serra da Cantareira, que hoje tem apenas 21% de Mata Atlântica.

Para acompanhar ou saber mais

De Olho nos Mananciais é um site para informar, debater, acompanhar e proteger as fontes de água que abastecem as grandes cidades, começando por São Paulo. Nele também possui informações sobre outras represas como Guarapiranga, Billings e Alto Tietê.

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