Saiba tudo sobre a PÁSCOA!

É uma festa que o mundo cristão comemora, mas será que todos sabem “o que” se comemora? Não me diga que é a morte de Cristo e a sua ressurreição, porque isso eu já sei. Tem mais coisa para saber…


Notícias 25 – 01 de abril de 2011

Ovos, coelho, chocolate, reunião em família, apresentação de teatro, malhação de Judas, paixão de Cristo. Ufa! Enfim, é uma festa que o mundo cristão comemora, mas será que todos sabem “o que” se comemora? Não me diga que é a morte de Cristo e a sua ressurreição, porque isso eu já sei. Tem mais coisa para saber? Acho que foi isso o que você acabou de pensar!


Você pode fazer parte do time dos que pensaram ou dos que nem imaginaram porque coelhos e ovos. Tudo começa com o Equinócio e isso não é um “palavrão”, é uma palavra de origem latina (aequinoctium) que significa “noite igual” e refere-se ao momento do ano em que o tempo de duração do dia é igual ao tempo de duração da noite, sobre toda a Terra.O Equinócio, assinala a entrada da primavera no hemisfério norte e do outono no hemisfério sul. É quando o Sol, no seu movimento aparente, passa do hemisfério sul para o hemisfério norte. Ocorre sempre entre 22 de março e 25 de abril e foi escolhido para comemoração de uma festa à deusa Ishtar (em inglês Easter) a DEUSA LUA, cujo culto era realizado na Babilônia. Era considerada a deusa da fertilidade.

Os babilônicos eram pagãos, ou seja, tinham vários deuses. Eles celebravam este dia como o retorno de Ishtar (Easter – Páscoa em inglês), a deusa da Primavera. Nesse dia celebravam o renascimento ou reencarnação da deusa da natureza. De acordo com a lenda babilônica: “Um grande ovo caiu dos céus no rio Eufrates e a deusa Ishtar (Easter) saiu de dentro dele”. Mais tarde, surgiu uma versão que incluía um ninho, em que o ovo pode ser incubado até se romper ao meio. Um cesto de vime ou palha, foi criado para colocar o ovo (o ovo de Ishtar).

O hábito de dar ovos é uma tradição pagã. Centenas de anos antes da era cristã já se trocavam ovos de galinha, gansos ou patos pintados com motivos de natureza. No século XVIII, confeiteiros franceses fizeram os primeiros ovos de chocolate. Hoje, os ovos são embalados em papeis coloridos e brilhantes porque os povos pagãos pintavam os ovos com cores bem brilhantes que lembravam a primavera.

 

O “totem da deusa” Ishtar, era uma lebre que punha ovos para as crianças comportadas comerem… Não precisa me dizer que as lebres não botam ovos, porque sei disso muito bem; estamos lidando com uma lenda, e com uma lenda pagã.

 

DESFAZENDO A CONFUSÃO

A entrada da primavera (Easter) para os povos pagãos era muito importante, pois era a passagem do inverno para uma época de renovação da vegetação, ou seja, do frio para um tempo mais ameno e propício ao cultivo.

Assim também, o “Pessach” (passagem) para o povo Judeu é muito importante. Segundo as Escrituras Sagradas, os judeus estavam há 430 anos como escravos no Egito. Então, Deus ordenou que Moisés os libertassem. Mas como ele faria isso?

Várias ações foram realizadas naquela ocasião. Uma delas foi quando Deus disse a Moisés que um cordeiro deveria ser morto e o sangue desse animal usado para pintar as portas e janelas, como forma de marcar as casas das famílias do povo judeu. Assim, toda a casa marcada estava protegida contra a décima praga (morte dos primogênitos) que foi ordenada por Deus contra os habitantes do Egito, especialmente contra a família do Faraó. Foi realmente a “passagem” da escravidão para a liberdade. Se você quiser conferir este relato, encontra-se na Bíblia, no livro de Êxodo, do capítulo 7 ao 12. Naquela oportunidade, Deus firmou uma aliança de sangue com todos os judeus.

Com o nascimento de Jesus Cristo e depois sua morte e ressurreição, que ocorreu no domingo da festa do “Pessach”, surge a Páscoa cristã, que se estendeu para todos os povos da terra.

Olhando os seus interesses comerciais, a sociedade moderna disseminou a ideia de uma Páscoa consumista. Defende e fomenta a inclusão de símbolos pagãos em uma comemoração que é essencialmente cristã. Uma tremenda confusão para os menos avisados!

SÍMBOLOS DA PÁSCOA CRISTÃ

Durante as comemorações do Pessach, em um último jantar com seus discípulos, que ficou conhecido como a Santa Ceia, Cristo estabelece os símbolos da Páscoa cristã: o pão e o vinho. Esses elementos ganharam um novo significado naquela oportunidade, quando Jesus explica que ele ocuparia o lugar daquele animal que foi sacrificado e que serviu para libertar o povo judeu lá do Egito. Jesus disse que o pão seria o seu corpo e o vinho o seu sangue, que Ele estava dando para libertar quem nele cresse. Ele disse isso, pouco antes de ser crucificado.

Jesus, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” – segundo o Evangelho de João, capítulo 1, verso 29, renovou a aliança que Deus fizera com seu povo lá no passado, transmitindo a liberdade a todos os que estão cativos. E, cativo aqui, são todos aqueles que estão dominados por algo como vício, um comportamento vil, pensamentos ilícitos, etc. É claro que o sentido de tudo isso é espiritual.

FIXAÇÃO DA DATA

Um engano para o povo. O dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no equinócio da primavera – momento em que o sol atravessa o Equador indo do hemisfério austral para o boreal quando os povos pagãos, isto é, os que não criam no Deus de Israel, celebravam a volta do sol da primavera no hemisfério norte e consequentemente rogavam aos seus deuses que fossem abundantes as suas colheitas de forma a haver fartura para todos. Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas sim a definida nas Tabelas Eclesiásticas  (A igreja, para obter consistência na data da Páscoa decidiu, no Conselho de Nicea em 325 d.C, definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária – conhecida como a “lua eclesiástica”).

Houve uma mistura das comemorações judaicas, cristãs e pagãs de tal maneira que a Páscoa é comemorada hoje na época da páscoa judaica, com data móvel estabelecida pela ressurreição de Cristo e com origens pagãs. A época é sempre próxima do dia 14 de Abib, mês judaico, com data móvel em função do equinócio da primavera, porém sempre no Domingo seguinte a ocorrência do equinócio.

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