A verdade sobre o Natal

Mal começa novembro e a “magia” do Natal já invade as cidades. Mas você sabia que essa não é uma festa cristã? Conheça a origem do Natal!


Revista 11 – Dezembro 2013 / Janeiro 2014

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Jesus não nasceu dia 25 de dezembro. A bíblia não especifica literalmente a data do nascimento. Diz somente que quando Jesus nasceu os pastores estavam no campo vigiando os animais. O que não seria possível no mês de dezembro, pois naquela região é inverno e não seria comum deixar os animais para fora. Também não há nenhuma menção sobre festa de “Natal” na Bíblia (vide Levítico 23, que relaciona as festas instituídas por Deus – a Páscoa é uma delas).

 Provavelmente, Jesus nasceu no fim de setembro ou começo de outubro (equivalente ao nosso calendário), quando acontece a Festa de Tabernáculos (que significa “Deus conosco”). Essa sim, uma comemoração bíblica.
 
A Festa de Tabernáculos foi instituída desde o Velho Testamento, como uma profecia sobre a vinda de Jesus. Outro indício de que a data mais certa é Tabernáculos, é o nome que o anjo mandou dar a Jesus: “Emanuel”, que também significa “Deus conosco”.
 
Parece bem mais lógico, não? Os pastores não estariam pastoreando na neve ou na chuva (dezembro) e existe uma festa instituída por Deus que tem o mesmo nome que ele mandou dar ao Filho. Que, aliás, casa muito bem com o relato dos pastores no campo.
Mateus 1:26 – Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco
 
 Lucas 2 – (7) E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem. (8) Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho. 
Então de onde tiraram a data 25 de dezembro?

De acordo com estudiosos e historiadores, veio dos povos pagãos que comemoravam o solstício de inverno celebrando, cada um com um nome, o nascimento do “deus sol” – “Natalis Invistis Solis” (Apolo, greco-romano – Ra, egípcio – Utu, babilônico – Surya, indiano e Baal e Mitra). Para algumas regiões, no inverno o sol desaparece totalmente, por causa da inclinação da Terra, por isso o período do solstício era tão importante, pois eles pediam aos deuses para que trouxessem de volta o sol.

 

Em Roma, nesse período também faziam celebrações ao deus saturno, chamavam de “Saturnália”. Eles comemoravam com uma festa onde os escravos recebiam liberdade temporária para fazer tudo que sentissem vontade. Também coroavam um rei para representar saturno, que poderia aproveitar de tudo quanto tivesse vontade e depois era sacrificado ou se matava.
 
Segundo consta, o Imperador romano Constantino, na época da batalha contra Maxêncio, viu uma imagem da cruz contra o sol, com as palavras: “com este sinal vencerás”. Apesar de ser um adorador do Sol, impactado pela vitória, Constantino passou a simpatizar com os cristãos e sancionou oficialmente o Édito de Milão, legislação que conferia liberdade de culto para o cristianismo e abolia a perseguição.
 
Contudo, o Imperador achou que ainda estava em débito com esse “novo Deus”, transferiu para a igreja privilégios e verbas do governo, antes oferecidos somente ao paganismo e decretou o cristianismo como religião oficial do Império Romano. Porém, os costumes dos povos conquistados eram fortes e, para convencer o povo, Constantino precisou fazer algumas adaptações e, como não conseguiu proibir o paganismo, incentivou a mistura do cristianismo bíblico com costumes pagãos em um sincronismo religioso. Assim, eles continuariam fazendo as comemorações, mas agora mascaradas como “festa cristã”, embora não fossem bíblicas. Isso trouxe uma divisão no cristianismo.
 
Em 1644, a comemoração do natal foi proibida por algumas vertentes na Inglaterra e na Escócia, atingindo também os EUA, que decidiram incorporar a festa só em 1836, depois de 200 anos.

A história do Papai Noel 

A imagem do suposto “bom velhinho” é inspirada no bispo de Mira, “São Nicolau”, que ajudava algumas pessoas fazendo doações secretas. Daí também surgiu a ideia do “amigo oculto”. Os gregos e latinos comemoravam o dia de São Nicolau em 6 de dezembro, segundo a Enciclopédia Britânica. 
 
A barba branca e as roupas vermelhas foram criadas pelo pintor Thomas Nast, pois originalmente as vestes eram verdes.

 

O símbolo do Papai Noel foi difundido pela Coca-Cola, que não foi a criadora, mas se aproveitou das novas cores do velhinho para promover sua campanha de natal.

 

Hoje, os rituais de natal prevaleceram, mas não se diz cultuar abertamente os deuses que deram origem à data. Por isso, a sociedade contemporânea mantém um símbolo para sustentar esses rituais. Até Jesus tem sido dispensado do seu “suposto nascimento” para dar lugar ao Papai Noel como pivô da festa, pois ele é um símbolo que cativa as crianças e agrada à todos. Se o natal fosse mesmo a comemoração do aniversário de Jesus, não precisaria de Papai Noel como personagem pra festa, certo?

 

Muitas pessoas nem sabem mais porque se comemora o natal, para elas importa dar e receber presentes e reunir a família para um jantar. A grande questão é que os símbolos estão lá, e eles não perderam o significado original.

 

Guirlanda – O que significa?

Elas são verdinhas e muita gente acha até simpática, mas… você sabe o que significa a guirlanda? Entenda o que você anda pendurando na porta de casa.

Guirlanda nada mais é que uma coroa de folhas e/ou flores, em geral, utilizada como forma de honrar deuses do paganismo. Em todas as culturas, o ato de pendurar a guirlanda na porta é um sinal de legalidade (autorização) para movimentação espiritual.

 

E pode parar por aí se você pensou: “Ah, mas não é feito com essa intenção”. Já dizia um bom ditado popular: “De boa intenção o inferno está cheio”. Que tal parar para pensar? Afinal, de onde veio e para que serve a guirlanda? O que significa esse símbolo que você tem ostentado na sua porta?

A única citação que a Bíblia Cristã faz sobre coroas de material “vegetal” (ramos, folhas, flores, galhos) é com referência ao escárnio de romanos e judeus a Jesus. Nenhuma outra coroa desse tipo é utilizada na Bíblia. Pode procurar, nós te esperamos pra continuar a matéria.

A origem da guirlanda, assim como todos os outros símbolos e o próprio Natal, é o paganismo. Você vai cansar de ouvir essa história de que tudo vem do paganismo, nós também vamos cansar de contar, porque a maioria das festas e celebrações de nosso calendário tem essa origem. É a verdade, fazer o quê?

Esse adorno é um símbolo memorial de consagração, utilizado como oferenda, enfeite funeral, adoração ao mundo vegetal, homenagem a vítimas sacrificadas aos deuses ou como “adorno de chamamento”. Em todas as culturas, o ato de pendurar a guirlanda na porta é um sinal de legalidade (autorização) para movimentação espiritual. Divindades pagãs utilizavam a guirlanda (ou coroa) em honra a si mesmo (Osíris, Osis, Isva, Dionísio, Júpiter, Semírames, Ninrote, etc).

Mais tarde, foi inventado que as ervas utilizadas na formação das guirlandas, protegiam as casas contra bruxas, o que não era muito lógico, uma vez que as próprias bruxas são adeptas do sentido desse objeto. Em algumas culturas, a coroa ou guirlanda de visco tem significado sexual e está ligado à deusa viking Frigga, deusa do amor. O que podia significar que as casas marcadas com guirlandas estavam abertas a “orgias sexuais religiosas”. Já na Roma antiga, ramos e plantas eram simbolismos de saúde.

Seja como for, se você acha legal e quer pendurar uma guirlanda em sua porta, saiba que ela nada tem a ver com o Natal, com a Bíblia e muito menos com Jesus. Ela é uma analogia e referência a deuses e rituais pagãos.

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